quinta-feira, 8 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Taking Woodstock, Ang Lee
Pensava que as sessões da meia-noite não eram para mim. Que era um muito mau cinéfilo e que, apesar do filme me poder interessar, acabaria sempre por adormecer. Mas ontem...
Não podia ter estado mais desperto, completamente comprometido com cada personagem, a rir-me à parvo, a abanar a cabeça, a querer estar ali (em Woodstock) e não estar, em não estar invariavelmente... Mas, também invariavelmente, a sentir-me lá pela força do querer estar.
Passo todo o juízo de valor, Taking Woodstock é uma material perfeito para exempleficar a tal nostalgia-por-algo-que-não-se-viveu. E eu confesso que a senti!
Não podia ter estado mais desperto, completamente comprometido com cada personagem, a rir-me à parvo, a abanar a cabeça, a querer estar ali (em Woodstock) e não estar, em não estar invariavelmente... Mas, também invariavelmente, a sentir-me lá pela força do querer estar.
Passo todo o juízo de valor, Taking Woodstock é uma material perfeito para exempleficar a tal nostalgia-por-algo-que-não-se-viveu. E eu confesso que a senti!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
domingo, 26 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
as praias de agnès
Em As praias de Agnès vemos uma senhora de idade "roliça" e trapalhona a colocar espelhos à beira-mar. As imagens das ondas reflectidas prolongam o movimento da água. A ilusão é de que a terra foi inteiramente inundada. Ficamos desorientados com as direcções opostas das ondas ao mesmo tempo que a "senhora roliça" impõe os seus caprichos à produção: "agora este espelho mais ali, agora quero filmar o teu reflexo a olhar para a câmara, agora quero movimentar-me graciosamente por entre os espelhos enquanto vocês me filmam". É tudo um jogo. É apenas um jogo.
Depois começa-se a falar Da vida e Das ideias. No entanto, a espontaneidade e imaginação mantêm-se. Rolam as figuras do cinema e da arte francesa pelo ecrã da mesma forma como são descontraidamente reveladas inconfidências familiares: "às vezes sinto que não os conheço a todos". (os filhos e os netos) Mas não faz mal, não há julgamentos, há apenas histórias.
Depois começa-se a falar Da vida e Das ideias. No entanto, a espontaneidade e imaginação mantêm-se. Rolam as figuras do cinema e da arte francesa pelo ecrã da mesma forma como são descontraidamente reveladas inconfidências familiares: "às vezes sinto que não os conheço a todos". (os filhos e os netos) Mas não faz mal, não há julgamentos, há apenas histórias.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
amor
Existem tarefas que, pela sua natureza ou pela natureza que aparentam ter, são vistas como arriscadas.
O risco é característica comum de todas as formas de arte: quer pela exposição do seu autor, quer pelas consequências que essa exposição possa provocar nos outros.
Amor, apresentado esta segunda-feira em frente ao S. Carlos, é um daqueles textos que não tem medo de correr riscos.
Ter sido adiado deu-lhe uma óptima publicidade. "Agressivo; poderia ferir susceptibilidades visto que o acesso ao espectáculo não era controlado". Mas ainda existe alguém que se choque com a palavra "buceta"?
O problema de Amor estava no facto de ser um texto muitíssimo mais político do que romântico. Se fosse apenas uma descrição brejeira da "sueca a olhar para o páu negro do Pelé" ninguém se daria ao trabalho de proibir a sua apresentação. Mas Amor dirige-nos o olhar para "a agonia do povo esguichando sangue". A sexualidade do texto confunde-se com crítica social: e é na crítica social que se torna provocador.
Em tempos de crise e de gripe, Amor ao ar livre não vem nada a calhar.
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